quinta-feira, 3 de março de 2011

Carnaval



Série, nº18
R.Menicucci.
Nanquim. 2005


Carnaval, o carnaval... boa alegria e brincadeiras para todos !

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Ford



"Ford"
Série, nº17

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A vermelha



Série, nº16
Ecoline

Observação sobre as imagens da Série de trabalhos do caderno de rascunho (Sketchbook ou Croquis):

Para não deixar o blog sem atualizações enquanto não posto coisas realmente novas, vou intercalar as postagens publicando esse e outros desenhos do meu antigo caderno de desenho feitos alguns anos atrás e que recentemente descobri perdido nas minhas coisas...

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Aguada



Aguada

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Ilha Solidão




" A solidão é apenas o começo de um relacionamento, mesmo que esse relacionamento seja com você mesmo!"

Série, nº15
RM.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Argentina: La Historieta Argentina San Martín

 



La Historieta Argentina por Felipe Pigna San Martín 

Bem-vindo a 2011! 

Volto para mais um ano de atividades por aqui no blog! Depois de ficar afastado para tirar minhas sagradas férias de estudos e trabalhos, colégios e salas de aulas, projetos e compromissos, estou de volta ao Rio de Janeiro e cheio de idéias para concretizar esse ano! Mas, pera lá?! Voltar ao Rio? Sim, estive viajando nessas férias e descobrindo lugares novos e ampliando horizontes! Meu destino: Argentina! Terra de nossos vizinhos, hermanos... Estive em Buenos Aires e visitei a terra do Tango, dos helados(sorvetes a base de doce de leite, deliciosos por sinal!), de Eva Peron e Diego Maradona e também das Historietas! (História em Quadrinhos na Argentina) A Argentina é um país fascinante e muito difícil de não se deixar seduzir. Fui muito bem tratado pelos argentinos e descobri que nossa rivalidade com eles é uma tremenda de uma bobagem! Mesmo não falando espanhol, e muito mal "portunhol", eles até conseguiam me entender! Aceitavam em alguns lugares nosso Real, visto que sua moeda está menos valorizada perante a nossa, eram solícitos e educados. Bueno Aires é uma cidade grande e encantadora e para os que apreciam cultura, como eu, um prato cheio. Teatro, shows, cinema, gastronomia, bares, museus, praças, avenidas, palácios, etc., tudo excepcional. A única coisa que me deixou um pouco chateado é atual crise financeira do país e o estado de conservação de algumas coisas, como ruas e monumentos, mas tirando a política, Buenos Aires é uma cidade incrível. Visitei o túmulo de San Martín, o Banco de la Nación, o cemitério de la Recoleta, Puerto Madero, o bairro La Boca e passei em frente a Casa Rosada. Uma das coisas que mais me impressionou foi o tamanho das avenidas, muito largas e arborizadas. Para se ter uma noção, a principal deles Av. 9 de Julio que dá na Plaza de Mayo, são duas da nossa Av. Presidente Vargas e a altura dos palácios de variadas cúpulas são o dobro da altura dos nossos! Descobri quando voltei que até nossa presidenta Dilma Rousseff esteve por lá nesse início de ano para um encontro com a presidenta deles Cristina Kirchner no primeiro encontro das presidentas Sul-Americanas da História. Pelo visto, houve uma invasão de brasileiros esse ano em Buenos Aires, afinal, se a presidenta "mãe da nação" vai visitar nossos hermanos, os "filhos" também acompanham! Espero poder voltar sempre em Buenos Aires e contarei mais detalhes dessa viagem em outros posts... Mas voltemos as historietas, essa imagem aí de cima é a capa do primeiro número de uma coleção de histórias e heróis clássicos deles. Todas são ilustradas por artistas argentinos e vendidas em bancas de jornais. Em particular, trouxe esse exemplar, como um souvenir e também pela ótima qualidade dos desenhos. Descobri, entre outras coisas, que existem grandes artistas argentinos fazendo Quadrinhos. Ainda acho nossas bancas mais fartas de HQs, mas na deles, reinam os heróis americanos no mesmo pé de igualdade com os nacionais, e lá não houve, como aqui, o fenômeno Turma da Mônica, então, existem historietas policiais, eróticas, de humor e não apenas lúdicas como predominância nacional. Para os argentinos, "las historietas" não são sinônimo de infantilidade como no Brasil. Contudo, Quino vende em qualquer canto e até mesmo no metro (enorme, por sinal), nas paredes dos corredores tem cartazes de tirinhas ampliadas da Mafalda. San Martín me custou 10 Pesos e o jornaleiro para me convencer a levá-la (até parece que era necessário) me explicou que valia 5 Reais em nossa moeda. Dei os 10 Pesos que ele queria por ela e trouxe para casa uma HQ em espanhol sobre a história de San Martín, herói nacional argentino. Com um dicionário do lado para ajudar, vou ler e reler.


RM.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Feliz Natal !

 




 Feliz Natal e Ano Novo para todos !!!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

"Caveirãozinho"

 







Carrinho de brinquedo do Caveirão do BOPE! 


Esse Natal Papai Noel vem de roupa preta, de Caveira! O brinquedo mais vendido do Dia das Crianças também está bombando no Natal! Eu ,particularmente, não tenho nada contra o brinquedo, afinal, estamos falando de nossa polícia à quem deveríamos ter como nossos heróis, oras! Os americanos e europeus fazem isso há tempos e nós achamos o máximo, crescemos comprando essas idéias, então, por que não podemos ter os nossos representantes policiais e militares em brinquedos? Ainda mais em uma fase de atuação militar em que a população concorda com as ações policiais?

Na minha opinião, seria censurar a criação e a idéia do designer fabricante (nacional, por sinal). Se vender bem nesse ano, foi porque teve uma grande idéia, afinal! Consigo distinguir as coisas. Tempo de censura e ditadura militar, que eu saiba, já passou. Quem não concordar com o que está acontecendo, (com argumentos também interessantes e tal, sobre a violência decodificada para crianças...), me desculpe, mas acho que não está concordando não é com o brinquedo mas com a ordem atual do mundo e do sistema capitalista. Essa, é uma outra discussão e acho que não merece nem o brinquedo e nem o seu criador serem vítimas dela. Seria injusto, eles legalmente não fizeram nada de errado, ao contrário, responderam a uma necessidade e demanda de mercado (tudo, até agora, dentro de nossa lógica!). 

Não acho esse tipo de brinquedo politicamente incorreto ou subversivo, pirata ou pejorativo. Falar de guerra e violência, por mais que seja duro e criticado, bem ou mal, são assuntos que fazem parte de nossa vidas, e no caso, de nossa polícia. Se pensarmos assim, o jogo de Xadrez ou outros jogos de estilo estratégia como o Risk, WAR, Batalha Naval, RPGs, etc, também são incorretos, pois afinal, todos são de "guerra", "violentos", "deseducadores"... Não é bem assim, né?

Enfim, o fabricante já prometeu mais lançamentos para ano que vem como o boneco dos caveiras, helicópteros, aviões e etc. Aqui embaixo, a reportagem do Globo quando do lançamento do produto no mercado no Dia das Crianças:



 


...


07/10/2010 08h00 - Atualizado em 07/10/2010 11h56 Dia das Crianças tem 'caveirão' de brinquedo no Rio Brinquedo possui adesivos estilizados parecidos com símbolo do Bope. Bonecos de policiais armados vêm junto com o carro. Em uma loja de departamentos de Bangu, na Zona Oeste do Rio, o locutor anuncia repetidamente um brinquedo um tanto diferente. O que era o símbolo da ocupação policial nas favelas agora é uma miniatura. O carro blindado do Bope, conhecido como caveirão, virou brincadeira de criança. Com direito a seteiras espalhadas no veículo (pequena abertura que evita que os policiais fiquem com o cano das armas para fora), portas que podem ser abertas, bonecos de policiais armados com réplicas de fuzil e adesivos com uma caveira estilizada, o brinquedo tem o nome de ROTB, uma sigla para Roma Tático Blindado. A miniatura tem tido bastante procura. Pelo menos é o que garante Valtency Martins, chefe de departamentos da loja. “Por dia estamos vendendo de 10 a 12 unidades e muita gente liga e pergunta sobre o caveirão. E isso sem propaganda. As pessoas vêem e querem comprar”, contou Valtency. Para aumentar ainda mais as vendas, o gerente da loja de departamentos, Cosme da Silva, pretende vincular o brinquedo ao filme Tropa de Elite 2, longa que estreia este mês nos cinemas. “Temos pedido para o locutor citar o filme. Ainda mais agora que vai estrear. Tenho certeza que a demanda irá aumentar ainda mais depois que o Bope voltar a ficar em evidência”, disse o gerente. 

Fonte: O Globo
http://g1.globo.com/

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Milo Manara no Brasil

 





 Milo Manara no Brasil!

Com todo esse agitado final de ano eu quase não tive tempo de comentar a Rio Comicon 2010, que aconteceu em novembro, e a presença do desenhista italiano Milo Manara aqui no Brasil! Bom, sobre o evento, muito já foi falado e não vem ao caso voltar a comentar sobre, porém, meu encontro com Manara eu preciso destacar. Além de um grande fã de suas mulheres, estilo e como artista, não poderia deixar de ir ver e conhecer Manara! Foi fantástico como ele lidou com as pessoas e o carinho que lhe renderam. Não sabia que Manara tinha tantos fãs assim aqui no Brasil. Após um bom tempo esperando, nosso encontro foi breve mas intenso. Meu italiano não é lá essas coisas mas acredito que deu para ele me entender. Ele sorriu quando leu meu nome e fez um gesto de certeza e lógica. Até agora, fico pensando se ele não me confundiu como um italiano perdido aqui no Brasil (irônico)... não, talvez não... eu também falei em bom português. O fato é que depois de pedir para ele desenhar o Papa Rodrigo Borgia (ao que eu respeitosamente aceitei sua recusa), uma confusão inicial de comunicação (seu intérprete pensou que meu nome fosse "Borgia", o que fez com que Manara achasse graça de tudo aquilo!) e chamá-lo de "Maestro" algumas vezes (o que ele respondeu com gestos de "não é pra tanto!"), Manara é um grande e completo artista e uma pessoa muito simpática e inteligente! Acho que aqui no Brasil subestimamos seu talento artístico. Foi como muitos me ouviram comentar: Manara não é apenas um quadrinista, mas um pintor, desenhista, diretor de arte, cineasta, designer, ou seja; um artista! Não tem jeito mesmo, não é bajulação da minha parte, nem exagero e muito menos tietagem quando falo que a escola italiana de artistas ainda é o grande referencial. A itália é berço dos maiores talentos artísticos e para os Quadrinhos não poderia ser diferente... Bom, de resto foi tudo ótimo! Sua palestra com a moderação de Chico e Paulo Caruso, seus autógrafos ao qual fui agraciado com o desenho de uma de suas mulheres dizendo: "Ciao, Rafael Menicucci!" no meu livro A Metamorfose de Lúcius da Ed.Meribérica, muitas fotos, vídeos e etc. Deixo aqui pra vocês o registro desse encontro e os parabéns a organização da Rio Comicon por conseguir trazer Milo Manara ao Brasil!

RM.



 



Rafael Menicucci & Milo Manara 



Entrevista de Milo Manara para TV Globo:  





Milo Manara Biografia:


Milo Manara, redução do nome original Maurilio Manara (nascido em 13 de Setembro de 1945) é um desenhista italiano mais conhecido pela vertente erótica da sua obra. Manara nasceu em Luson. Depois de estudar arquitetura e pintura, estreou no mundo dos quadrinhos em 1969 com a obra Genius um conto noir sensual e sombrio na linha de HQ’s como Kriminal e Satanik. Trabalhou para publicações menores (Jolanda, revista de arte soft core, e a revista satírica Telerompo) até ter sido convidado pelo "Il Corriere dei Ragazzi” para trabalhar com escritor Mino Milani. A primeira história dos dois chamava-se "HP e Giuseppe Bergman", de 1983. A sigla "HP" é a abreviação do nome de um grande amigo deles, o artista e caricaturista italiano Hugo Pratt. Bergman havia sido criado por Manara cinco anos antes, para a revista francesa “À Suivre”. Os quadrinhos de Manara geralmente giram em torno de mulheres elegantes, bonitas expostas a cenários e enredos eróticos improváveis e fantásticos. Em alguns de seus livros mais famosos estão os contos "Il Gioco" (1983, em quatro partes, de "Click!"), sobre um dispositivo que deixava as mulheres incontrolavelmente excitadas, e "Il Profumo dell'invisibile " (de 1986, em Butterscotch), sobre a invenção de uma tinta que deixava seu portador invisível. Um dos seus trabalhos mais aclamados foi justamente em colaboração com Hugo Pratt, The Ape, para a Heavy Metal revista cult do início dos anos 1980, que reconta a história de Sun Wukong, o deus-macaco da mitologia chinesa - com humor, arte sensual e uma série de críticas políticas. O estilo de Manara favorece linhas mas simples e limpas para mulheres – que são muito voluptuosas, diga-se de passagem - e reservam traços mais complexos para seus monstros ou outros elementos sobrenaturais. Como o seu compatriota Tinto Brass, tem uma evidente fixação por mulheres com bumbuns firmes e bonitos, quadris largos e semblante angelical. Muitos de seus quadrinhos contêm temas como bondage, sadismo, e voyeurismo, coisas sobrenaturais, e a tensão sexual sob diversos aspectos da sociedade italiana. Os seus trabalhos são bem esclarecidos e explícitos, mas o humor geral é mais divertido que misogênico. O talento de Manara criou ao longo do tempo um clima de assombro e êxtase, e onde quer que esteja é celebrado e homenageado por fãs, e, devido a muitas de suas incursões aos quadrinhos mais “tradicionais”, também é extremamente reverenciado pela mídia popular ou especializada. O seu trabalho atingiu o público no continente americano em grande parte por seus trabalhos expostos na revista Heavy Metal. Curiosamente, Manara é menos popular na Itália que na França, onde é considerado um dos quadrinistas mais importantes do mundo. Em Julho de 2006, Manara desenhou um capacete para Valentino Rossi, feito especialmente para o Grande Prêmio da Itália, em Mugello. Valentino Rossi declarou que “Milo Manara desenhou histórias que se tornaram parte da mitologia da minha vida, seus quadrinhos e alguns dos meus heróis como Steve McQueen, Enzo Ferrari, Jim Morrison, e outros como o meu cão Guido, fora suas muitas e lindas mulheres! Realmente gosto do Milo, e é uma pessoa que irei admirar por muito tempo”. 


Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Milo_Manara http://www.milomanara.it/

Monotipia e croquis




Série, nº14
Esboços e monotipia
R.Menicucci