Feliz Natal e Ano Novo para todos !!!
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
"Caveirãozinho"
Carrinho de brinquedo do Caveirão do BOPE!
Esse Natal Papai Noel vem de roupa preta, de Caveira!
O brinquedo mais vendido do Dia das Crianças também está bombando no Natal! Eu ,particularmente, não tenho nada contra o brinquedo, afinal, estamos falando de nossa polícia à quem deveríamos ter como nossos heróis, oras! Os americanos e europeus fazem isso há tempos e nós achamos o máximo, crescemos comprando essas idéias, então, por que não podemos ter os nossos representantes policiais e militares em brinquedos? Ainda mais em uma fase de atuação militar em que a população concorda com as ações policiais?
Na minha opinião, seria censurar a criação e a idéia do designer fabricante (nacional, por sinal). Se vender bem nesse ano, foi porque teve uma grande idéia, afinal!
Consigo distinguir as coisas. Tempo de censura e ditadura militar, que eu saiba, já passou. Quem não concordar com o que está acontecendo, (com argumentos também interessantes e tal, sobre a violência decodificada para crianças...), me desculpe, mas acho que não está concordando não é com o brinquedo mas com a ordem atual do mundo e do sistema capitalista. Essa, é uma outra discussão e acho que não merece nem o brinquedo e nem o seu criador serem vítimas dela. Seria injusto, eles legalmente não fizeram nada de errado, ao contrário, responderam a uma necessidade e demanda de mercado (tudo, até agora, dentro de nossa lógica!).
Não acho esse tipo de brinquedo politicamente incorreto ou subversivo, pirata ou pejorativo. Falar de guerra e violência, por mais que seja duro e criticado, bem ou mal, são assuntos que fazem parte de nossa vidas, e no caso, de nossa polícia. Se pensarmos assim, o jogo de Xadrez ou outros jogos de estilo estratégia como o Risk, WAR, Batalha Naval, RPGs, etc, também são incorretos, pois afinal, todos são de "guerra", "violentos", "deseducadores"... Não é bem assim, né?
Enfim, o fabricante já prometeu mais lançamentos para ano que vem como o boneco dos caveiras, helicópteros, aviões e etc. Aqui embaixo, a reportagem do Globo quando do lançamento do produto no mercado no Dia das Crianças:
...
07/10/2010 08h00 - Atualizado em 07/10/2010 11h56
Dia das Crianças tem 'caveirão' de brinquedo no Rio
Brinquedo possui adesivos estilizados parecidos com símbolo do Bope.
Bonecos de policiais armados vêm junto com o carro.
Em uma loja de departamentos de Bangu, na Zona Oeste do Rio, o locutor anuncia repetidamente um brinquedo um tanto diferente. O que era o símbolo da ocupação policial nas favelas agora é uma miniatura. O carro blindado do Bope, conhecido como caveirão, virou brincadeira de criança.
Com direito a seteiras espalhadas no veículo (pequena abertura que evita que os policiais fiquem com o cano das armas para fora), portas que podem ser abertas, bonecos de policiais armados com réplicas de fuzil e adesivos com uma caveira estilizada, o brinquedo tem o nome de ROTB, uma sigla para Roma Tático Blindado. A miniatura tem tido bastante procura. Pelo menos é o que garante Valtency Martins, chefe de departamentos da loja.
“Por dia estamos vendendo de 10 a 12 unidades e muita gente liga e pergunta sobre o caveirão. E isso sem propaganda. As pessoas vêem e querem comprar”, contou Valtency.
Para aumentar ainda mais as vendas, o gerente da loja de departamentos, Cosme da Silva, pretende vincular o brinquedo ao filme Tropa de Elite 2, longa que estreia este mês nos cinemas.
“Temos pedido para o locutor citar o filme. Ainda mais agora que vai estrear. Tenho certeza que a demanda irá aumentar ainda mais depois que o Bope voltar a ficar em evidência”, disse o gerente.
Fonte: O Globo
http://g1.globo.com/
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Milo Manara no Brasil

Milo Manara no Brasil!
Com todo esse agitado final de ano eu quase não tive tempo de comentar a Rio Comicon 2010, que aconteceu em novembro, e a presença do desenhista italiano Milo Manara aqui no Brasil! Bom, sobre o evento, muito já foi falado e não vem ao caso voltar a comentar sobre, porém, meu encontro com Manara eu preciso destacar. Além de um grande fã de suas mulheres, estilo e como artista, não poderia deixar de ir ver e conhecer Manara! Foi fantástico como ele lidou com as pessoas e o carinho que lhe renderam. Não sabia que Manara tinha tantos fãs assim aqui no Brasil.
Após um bom tempo esperando, nosso encontro foi breve mas intenso. Meu italiano não é lá essas coisas mas acredito que deu para ele me entender. Ele sorriu quando leu meu nome e fez um gesto de certeza e lógica. Até agora, fico pensando se ele não me confundiu como um italiano perdido aqui no Brasil (irônico)... não, talvez não... eu também falei em bom português. O fato é que depois de pedir para ele desenhar o Papa Rodrigo Borgia (ao que eu respeitosamente aceitei sua recusa), uma confusão inicial de comunicação (seu intérprete pensou que meu nome fosse "Borgia", o que fez com que Manara achasse graça de tudo aquilo!) e chamá-lo de "Maestro" algumas vezes (o que ele respondeu com gestos de "não é pra tanto!"), Manara é um grande e completo artista e uma pessoa muito simpática e inteligente! Acho que aqui no Brasil subestimamos seu talento artístico. Foi como muitos me ouviram comentar: Manara não é apenas um quadrinista, mas um pintor, desenhista, diretor de arte, cineasta, designer, ou seja; um artista! Não tem jeito mesmo, não é bajulação da minha parte, nem exagero e muito menos tietagem quando falo que a escola italiana de artistas ainda é o grande referencial. A itália é berço dos maiores talentos artísticos e para os Quadrinhos não poderia ser diferente...
Bom, de resto foi tudo ótimo! Sua palestra com a moderação de Chico e Paulo Caruso, seus autógrafos ao qual fui agraciado com o desenho de uma de suas mulheres dizendo: "Ciao, Rafael Menicucci!" no meu livro A Metamorfose de Lúcius da Ed.Meribérica, muitas fotos, vídeos e etc. Deixo aqui pra vocês o registro desse encontro e os parabéns a organização da Rio Comicon por conseguir trazer Milo Manara ao Brasil!
RM.
Rafael Menicucci & Milo Manara
Entrevista de Milo Manara para TV Globo:
Milo Manara
Biografia:
Milo Manara, redução do nome original Maurilio Manara (nascido em 13 de Setembro de 1945) é um desenhista italiano mais conhecido pela vertente erótica da sua obra.
Manara nasceu em Luson. Depois de estudar arquitetura e pintura, estreou no mundo dos quadrinhos em 1969 com a obra Genius um conto noir sensual e sombrio na linha de HQ’s como Kriminal e Satanik. Trabalhou para publicações menores (Jolanda, revista de arte soft core, e a revista satírica Telerompo) até ter sido convidado pelo "Il Corriere dei Ragazzi” para trabalhar com escritor Mino Milani. A primeira história dos dois chamava-se "HP e Giuseppe Bergman", de 1983. A sigla "HP" é a abreviação do nome de um grande amigo deles, o artista e caricaturista italiano Hugo Pratt. Bergman havia sido criado por Manara cinco anos antes, para a revista francesa “À Suivre”.
Os quadrinhos de Manara geralmente giram em torno de mulheres elegantes, bonitas expostas a cenários e enredos eróticos improváveis e fantásticos. Em alguns de seus livros mais famosos estão os contos "Il Gioco" (1983, em quatro partes, de "Click!"), sobre um dispositivo que deixava as mulheres incontrolavelmente excitadas, e "Il Profumo dell'invisibile " (de 1986, em Butterscotch), sobre a invenção de uma tinta que deixava seu portador invisível.
Um dos seus trabalhos mais aclamados foi justamente em colaboração com Hugo Pratt, The Ape, para a Heavy Metal revista cult do início dos anos 1980, que reconta a história de Sun Wukong, o deus-macaco da mitologia chinesa - com humor, arte sensual e uma série de críticas políticas.
O estilo de Manara favorece linhas mas simples e limpas para mulheres – que são muito voluptuosas, diga-se de passagem - e reservam traços mais complexos para seus monstros ou outros elementos sobrenaturais. Como o seu compatriota Tinto Brass, tem uma evidente fixação por mulheres com bumbuns firmes e bonitos, quadris largos e semblante angelical.
Muitos de seus quadrinhos contêm temas como bondage, sadismo, e voyeurismo, coisas sobrenaturais, e a tensão sexual sob diversos aspectos da sociedade italiana. Os seus trabalhos são bem esclarecidos e explícitos, mas o humor geral é mais divertido que misogênico. O talento de Manara criou ao longo do tempo um clima de assombro e êxtase, e onde quer que esteja é celebrado e homenageado por fãs, e, devido a muitas de suas incursões aos quadrinhos mais “tradicionais”, também é extremamente reverenciado pela mídia popular ou especializada.
O seu trabalho atingiu o público no continente americano em grande parte por seus trabalhos expostos na revista Heavy Metal. Curiosamente, Manara é menos popular na Itália que na França, onde é considerado um dos quadrinistas mais importantes do mundo.
Em Julho de 2006, Manara desenhou um capacete para Valentino Rossi, feito especialmente para o Grande Prêmio da Itália, em Mugello. Valentino Rossi declarou que “Milo Manara desenhou histórias que se tornaram parte da mitologia da minha vida, seus quadrinhos e alguns dos meus heróis como Steve McQueen, Enzo Ferrari, Jim Morrison, e outros como o meu cão Guido, fora suas muitas e lindas mulheres! Realmente gosto do Milo, e é uma pessoa que irei admirar por muito tempo”.
Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Milo_Manara
http://www.milomanara.it/
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Fotolog

O Censore Créatif está também no Fotolog!
Segue o link: http://www.fotolog.com.br/censorecreatif
Visitem!
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Site Petição Pública
Site Petição Pública
Navegando pela internet, encontrei o site Petição Pública! Muito bom, gostei muito! Trata-se de um site que fornece alojamento online gratuito para petições públicas. Logo, grupos sociais que possuem alguma insatisfação com determinado assunto e pretendem protestar em lista de assinaturas para serem encaminhadas à autoridades competentes, agora, já podem se manifestar.
Eu participei na página portuguesa do grupo para a petição pela abolição das touradas e de todos os espetáculos com touros.
Pessoal, isso é sério.
Touradas não são esporte e nem arte!
Todos nós podemos continuar achando lindo a cultura espanhola que envolve o assunto mas não podemos negar a crueldade e a brutalidade que acontece com os animais durante esses eventos. Não sou vegetariano e conheço a forma como é sacrificado animais de grande porte (sim, é horrível!), porém, nada disso justifica tortura na hora de abater um animal, muito menos com fins de entretenimento.
Então, quem não concorda com isso, a hora de se pronunciar é agora!
O parlamento espanhol e o português estão discutindo o assunto com intensidade e na Catalunha as touradas já foram proibidas!
A verdade é que só vota a favor disso o grupo empresariado que lucra com a renda do turismo.
Eu já assinei!
Fonte: http://www.peticaopublica.com
Específico sobre o assunto:http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=010BASTA
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
"War in Rio"
War in Rio (O jogo)
Pois é pessoal, como uma vez comentado aqui no blog e também como amante de wargames que sou, não poderia, nesse momento oportuno, deixar de comentar essa grande idéia que gerou muita polêmica: O jogo "War in Rio" (versão do clássico WAR da Grow agora adaptado ao cenário de guerra urbana do Rio). O autor dela é Fabio Lopez, como eu, também carioca e designer, mas, formado pela ESDI (Escola Superior de Desenho Industrial). Pelas palavras do próprio, o jogo foi um projeto de design e uma brincadeira com o objetivo de gerar uma reflexão:
"O objetivo do projeto é gerar uma discussão através de uma proposta cínica de diversão. Pegando carona no fenômeno de massa ‘A Tropa da Elite’, a idéia é perguntar ao cidadão carioca se ele acha que esse tipo de entretenimento combina com pipoca ou com uma reflexão profunda sobre a realidade de sua cidade."
Confesso, que virei fã do projeto e também fiquei muito curioso de saber como seria jogar o War in Rio dele. Cheguei até a lhe enviar uma mensagem, sem resposta, e de acordo com os jornais na época de divulgação do jogo em 2007; ele alegou que esse projeto era sem fins comerciais.
Logo, acho que ficou a vontade, por parte dos bloggers e dos usuários da internet, a frustração de não poderem experimentar o jogo. Pensando a respeito, talvez, existindo um único protótipo, ele poderia criar um modelo virtual mais simples e postá-lo para downloads na web ou talvez até mesmo adaptar as regras do jogo para modelos mais interessantes como o Risk, desenvolver uma versão só com cartas, etc.
Então, tomo a liberdade aqui no blogger, em não apenas mostrar as imagens do jogo, como também ajudar a divulgá-las e parabenizá-lo pelo projeto.
Afinal, a ocasião novamente se apresenta aos cariocas...
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"War in Rio
O projeto
O objetivo do projeto é gerar uma discussão através de uma proposta cínica de diversão.
Pegando carona no fenômeno de massa ‘A Tropa da Elite’, a idéia é perguntar ao cidadão carioca se ele acha que esse tipo de entretenimento combina com pipoca ou com uma reflexão profunda sobre a realidade de sua cidade.
Por outro lado é também um jogo bem planejado e realizado: uma paródia irresistível para os amantes do clássico e politicamente incorreto passatempo de guerra. No lugar de invadir Moscou, conquistar a África ou aniquilar os exércitos brancos, que tal invadir a Cidade de Deus, conquistar a Baixada ou eliminar o Comando Vermelho?
War in Rio é reflexão e entretenimento canalha.
o início
A idéia de montar um tabuleiro de War com o mapa da própria cidade já deve ter passado pela cabeça de todo apaixonado pelo jogo. Morando no Rio de Janeiro, a realidade insiste em te convencer de que essa idéia não só é viável, como provavelmente já foi executada pelos poderes oficiais e paralelos que administram o espaço urbano.
Apesar de ter sido idealizado há cerca de 3 anos, o projeto encontrou na tecnologia de mapeamento via satélite uma ferramenta extremamente útil para a criação do tabuleiro.
Além disso, o momento tornou-se oportuno por aproveitar o sucesso do filme ‘Homens de Preto’ estrelado por Will Smith no papel de capitão Nascimento. No filme o soldado pai de família é encarregado de combater os ‘aliens’ da Puc utilizando métodos pouco convencionais."
Fonte: Retirado do blog http://jogowarinrio.blogspot.com/
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Guerra 021

Terror no Rio
Guerra do Rio já dura 30 anos. E não vai acabar tão cedo
Na última década, não houve um único ano em que o carioca não assistisse a queimas de carros e ônibus nas ruas, tiroteios em favelas e assassinatos de autoridades.
Cenas de blindados da Marinha subindo as vielas da Vila Cruzeiro, de bandidos fugindo apavorados pelo alto do morro, de paraquedistas disparando contra traficantes no Complexo do Alemão... Flagrantes que impressionam ao vivo nas redes de televisão, é verdade, mas, ainda assim, apenas novas cenas de uma velha guerra. O processo de crescimento do crime organizado no Rio dura 30 anos. E na última década, não houve um único ano em que os cariocas não assistissem a tiroteios em favelas, queimas de ônibus e carros nas ruas e assassinatos de autoridades ligadas ao sistema penitenciário e à segurança.
O crime começa a se organizar no fim dos anos 1970, quando bandidos libertados da Ilha do Fundão se uniram para criar o Comando Vermelho, primeira facção de crime organizado a atuar na cidade. Após uma série de assaltos a bancos que serviram para capitalizar o grupo, os bandidos estabeleceram acordos com cartéis da Bolívia e da Colômbia para distribuir cocaína no país.
Iniciaram então uma tomada das tradicionais bocas de fumo que vendiam maconha nas favelas e que eram gerenciadas como negócios alternativos dos barões do jogo do bicho. Foram ajudados, indiretamente, pela política de segurança pública do então governador Leonel Brizola, que proibiu a polícia de atuar nos morros. Em 1985, o CV já detinha mais de 70% dos pontos de venda de drogas.
Lucro e discórdia – A conquista das bocas atraiu a ira de outros bandidos contra o CV. Em 1983, desafetos do comando, principalmente oriundos da Zona Oeste e que eram mantidos na terceira galeria do presídio da Ilha Grande deflagraram uma guerra sangrenta contra chefes do Comando Vermelho. Nasceu assim o Terceiro Comando.
Onze anos mais tarde, em 1994, Orlando Jogador, o líder do CV no Complexo do Alemão, foi assassinado pelo traficante Uê. Jurado de morte pelos demais integrantes do CV, Uê se refugiou no Morro do Adeus, onde criou uma nova facção, a Amigos dos Amigos, ADA. Uê acabaria morto em 2002, no presídio de Bangu 1, pelos rivais do CV comandados por Fernandinho Beira-Mar.
A guerra por território entre as três facções protagonizou inúmeros episódios de terror na cidade ao longo dos anos. Num dos episódios mais recentes, a ADA, comandada pelo traficante Nem, chefe da Rocinha, travou uma guerra de dois anos contra o Comando Vermelho pelo controle da favela vizinha no morro do Vidigal. Nem acabou vencendo a disputa.
A opção de Rio das Pedras – Desde 1979, vendo o avanço do tráfico sobre as favelas, comerciantes de Rio das Pedras, na zona oeste, começaram a pagar policiais por proteção contra os traficantes. Nasceu assim a primeira milícia, que começou a crescer no início dos anos 2000. Policiais – na ativa ou na reserva – formavam grupos paramilitares que, muitas vezes usando armamento da própria corporação, expulsavam os traficantes e ocupavam seu lugar nas favelas.
A forma de ação dos milicianos inclui a extorsão de moradores para que paguem por todos os serviços clandestinos que atuam na favela, do ponto de luz ao gato da TV a Cabo, além da segurança. Quem não aceita pagar é espancado, ameaçado e finalmente expulso de sua casa, com a família. Quem se recusa a sair, é assassinado.
Hoje, as milícias ocupam 96 favelas no Rio de Janeiro, e constituem um dos maiores problemas de segurança, quase tão grave quanto o do tráfico. Serão contra elas as batalhas que os brasileiros – e os cariocas em especial – assistirão pela TV nos próximos anos. Porque as força policiais podem até derrotar os traficantes na batalha de 2010. Mas ainda estará muito longe de vencer a guerra em definitivo.
Fonte: Artigo retirado do site http://veja.abril.com.br/
Série, nº14
Original para monotipia
R.Menicucci
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Machado de Assis
Machado de Assis
Por: Rafael Menicucci
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Machado de Assis
Joaquim Maria Machado de Assis (21 de junho de 1839 — 29 de setembro de 1908) foi um escritor brasileiro, amplamente considerado como o maior nome da literatura nacional. Escreveu em praticamente todos os gêneros literários, sendo poeta, cronista, dramaturgo, contista, folhetinista, jornalista, e crítico literário. Testemunhou a mudança política no país quando a República substituiu o Império e foi um grande comentador e relator dos eventos político-sociais de sua época.
Nascido no Morro do Livramento, Rio de Janeiro, de uma família pobre, estudou em escolas públicas e nunca frequentou universidade. Os biógrafos notam que, interessado pela boémia e pela corte, lutou para subir socialmente abastecendo-se de superioridade intelectual. Para isso, assumiu diversos cargos públicos, passando pelo Ministério da Agricultura, do Comércio e das Obras Públicas, e conseguindo precoce notoriedade em jornais onde publicava suas primeiras poesias e crônicas.
Sua extensa obra constitui-se de 9 romances e peças teatrais, 200 contos, 5 coletâneas de poemas e sonetos, e mais de 600 crônicas. Machado de Assis é considerado o introdutor do Realismo no Brasil, com a publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881). Este romance é incluído ao lado de todas suas produções posteriores, Quincas Borba, Dom Casmurro, Esaú e Jacó e Memorial de Aires, ortodoxamente conhecidas como pertencentes a sua segunda fase, em que nota-se traços de pessimismo e ironia. Sua primeira frase literária é constituída de obras como Ressurreição, A Mão e a Luva, Helena e Iaiá Garcia, onde nota-se as características herdadas do Romantismo, ou "convencionalismo", como prefere a crítica mais moderna.
Sua obra foi de fundamental importância para as escolas literárias brasileiras do século XIX e do século XX e surge nos dias de hoje como de grande interesse acadêmico e público. Em seu tempo de vida, alcançou uma grande fama pelo Brasil, contudo não desfrutou de popularidade exterior na época. Hoje em dia, é frequentemente visto como o escritor brasileiro de produção sem precedentes, de modo que, recentemente, seu nome e sua obra têm alcançado diversos críticos e admiradores, como Carlos Fuentes, Susan Sontag, Helen Caldwell e Harold Bloom. Este último posicionou-o entre os 100 maiores gênios da história da literatura, ao lado de autores como Dante, Shakespeare e Camões.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/
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