"O Brasil pegou dinheiro emprestado para comprar a própria independência"
...Sim, afinal, nada é de graça!
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RM.
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"O 7 de setembro de 1822 não encerrou nada.
Portugal simplesmente não reconheceu.
O que veio depois foram quase 3 anos de negociação diplomática, arrastada entre Londres, Lisboa e o Rio de Janeiro, com a Inglaterra atuando como mediadora.
A Inglaterra tinha interesse próprio. Queria vantagens comerciais no Brasil, mas era aliada tradicional de Portugal e não queria brigar com Lisboa. Então se colocou no meio.
Em 29 de agosto de 1825, foi assinado no Rio de Janeiro o Tratado de Paz, Amizade e Aliança.
Só ali Portugal aceitou o Brasil como império independente.
E o acordo tinha preço.
O Brasil concordou em pagar 2 milhões de libras esterlinas a Portugal, e D. João VI recebeu o título honorário de Imperador do Brasil.
O problema é que o Tesouro brasileiro estava zerado. O país não tinha esse dinheiro.
A saída foi levantar o valor no mercado financeiro de Londres.
E aqui está o detalhe que quase ninguém conta. Portugal já devia mais de 2 milhões de libras à própria Inglaterra.
Segundo o material da Prefeitura do Rio de Janeiro sobre o tema, o dinheiro nem chegou a sair dos cofres ingleses.
Ao Brasil coube pagar os juros e o serviço daquela dívida.
Vale uma correção, porque essa parte costuma sair errada por aí. Não foi esse acordo que criou a primeira dívida externa brasileira. O país já tinha recorrido ao mercado londrino em 1824, com seus primeiros empréstimos públicos externos.
O que o tratado de 1825 fez foi aprofundar essa exposição ao capital britânico.
E teve mais uma coisa. Portugal não foi o primeiro país a reconhecer a independência do Brasil. Foi um dos últimos.
Os Estados Unidos reconheceram em 1824. México e Argentina em 1825. A França foi o primeiro país europeu.
Portugal só reconheceu quando recebeu a conta.
Você aprendeu na escola que a independência foi paga?
*Imagem ilustrativa gerada por IA"
Fonte: História Ilimitada (Facebook)
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#HistoriaDoBrasil
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