terça-feira, 13 de maio de 2008

Corto Maltese




Corto Maltese by Pratt


Esta é uma das HQs que mais admiro. Não podia deixar de colocar um registro aqui no blog desse personagem fantástico, também como do seu criador. Aqui está alguns desenhos feitos sob o traço original do grande mestre, que infelizmente não está mais entre nós, Hugo Pratt! A Balada do Mar Salgado, na minha opinião, é um dos melhores trabalhos de Corto por Pratt. Simplesmente adoro suas aquarelas. Se alguém achar que no meu traço existe algo de Pratt e achar que eu copio ele... Pode ter certeza disso! Assumo que sou fã do cara, não escondo de ninguém e lamento quem não goste. Agora chega de momento tietagem, com vocês o filho de uma cigana de Sevilha dançarina de flamenco com um marinheiro britânico: Maltese, Corto Maltese !




R.Menicucci

OBS: Para "tentar" acompanhar Pratt, fiz um esboço em nanquim de Corto baseado na capa original de A Balada do Mar Salgado


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"Corto Maltese nasceu há 40 anos
Domingo, Julho 22nd, 2007

Fez esta quarta-feira, 10 de Julho, precisamente 40 anos que, nas páginas de “A Balada do Mar Salgado“, história cuja publicação se inicia no primeiro número da revista “Sgt. Kirk”, datado de 10 Julho de 1967, nasce Corto Maltese, o marinheiro romântico criado por Hugo Pratt(...)
Tudo começou no mar. É das águas do Oceano Pacífico, que é ele próprio o narrador da história, que surge pela primeira vez Corto Maltese, esse cavalheiro da fortuna e “pirata simpático” (como o definirá o Tenente Slütter), então náufrago forçado preso a uma jangada, e ainda mero figurante de uma aventura épica que marcará para sempre a BD (Banda Desenhada) europeia.
O marinheiro de Malta que traçou o seu próprio destino é aqui apenas mais um personagem de uma extraordinária galeria de actores secundários. O pragmatismo da sua actuação e a ironia e o aparente distanciamento com que disfarça a sua costela sentimental tornam-no uma personagem credível, mas menos marcante do que, por exemplo, o Tenente Slütter, herói tipicamente romântico, apanhado entre as exigências da sua missão e o rigor do seu código de honra, que acabará vítima da lógica fria dos exércitos em guerra. E há ainda o cruel Raspoutine, um louco homicida com o desejo patético de que gostem dele; a bela Pandora; Crânio, dividido entre o desejo de independência do seu povo e a fidelidade ao Monge; o misterioso Monge, que na sua ilha Escondida expia a dor de um amor trágico; o jovem Maori Tarao, legítimo herdeiro de uma raça de navegantes que em grandes canoas cruzaram todo o Pacífico, do Thaity à Nova Zelândia… Personagens inesquecíveis de uma saga épica mas plena de humanidade, que mais do que uma simples balada é um verdadeiro hino à aventura.
Assim, o principal tema desta história sem heróis definidos, reunindo um conjunto diverso de personagens com histórias próprias que a I Guerra Mundial colocou numa conjuntura que as ultrapassa, talvez seja o doloroso processo de passagem à idade adulta de Cain e Pandora Groovesnore, os dois jovens que a força do destino arrasta para uma aventura que nunca esquecerão(...)"

Artigo escrito por: João Miguel Lameiras
(publicado originalmente no Diário As Beiras em 14/07/2007)
Do site: http://www.drkartoon.com





















RM.

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