sexta-feira, 30 de março de 2018

'Deserto'
























"Deserto"

Rafael Menicucci, 2018
Série, nº 133

PS: Interrompendo os desenhos da série 'Ruivas' e retornando aos da 'Série,nº', voltamos com mais trabalhos inaugurais de sketchbook novo!

Boa Semana Santa e Feliz Páscoa !

RM.


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“Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome; E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães. Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus. Então o diabo o transportou à cidade santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo, E disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo; porque está escrito: Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito, E tomar-te-ão nas mãos, Para que nunca tropeces com o teu pé em alguma pedra. Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus. Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles. E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás. Então o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos, e o serviam”(Mateus 4:1-11)

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"AL FATIHA 

  1. Bismillaah ar-Rahman ar-Raheem
  2. Al hamdu lillaahi rabbil ‘alameen
  3. Ar-Rahman ar-Raheem Maaliki yaumid Deen
  4. Iyyaaka na’abudu wa iyyaaka nasta’een
  5. Ihdinas siraatal mustaqeem
  6. Siraatal ladheena an ‘amta’ alaihim
  7. Ghairil maghduubi’ alaihim waladaalee"

1ª SURATA DO ALCORÃO – AL FATIHA  – EM ÁRABE TRANSCRITO

"AL FATIHA

  1. Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso.
  2. Louvado seja Deus, Senhor do Universo,
  3. Clemente, o Misericordioso,
  4. Soberano do Dia do Juízo.
  5. Só a Ti adoramos e só de Ti imploramos ajuda!
  6. Guia-nos à senda reta,
  7. À senda dos que agraciaste, não à dos abominados, nem à dos extraviados."

1ª SURATA DO ALCORÃO – AL FATIHA  – EM PORTUGUÊS

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"O sol escaldante castiga a terra cansada. Dunas e colinas pedregosas estendem-se, com sua aridez,  em todas as direções. Percorrendo ravinas arenosas um homem caminha pensativo. Carregando consigo água e alimento para alguns dias, procura abrigo onde possa recolher-se. Seu coração está sem sossego. Reflete sobre os costumes de seu povo e sente-se impotente diante da injustiça, da imoralidade, da idolatria tão comum entre sua gente. Sua alma sensível busca na solidão do deserto a paz necessária para compreender o sentido e a ordem que intui implícita em toda a criação e que, quem sabe, lhe permitiria compreender também as razões da doença de sua gente, em seu modo de vida degenerado.  Na solidão seu espírito se eleva contemplando a incessante mutação dos elementos entre o céu e a terra, as alternâncias de luz e sombra, dia e noite, o movimento dos ventos elevando as areias do deserto, o curso das estrelas na esfera celeste, todos obedecendo a leis misteriosas, desconhecidas e inconcebíveis. Pressente um Poder Invisível que permeia todos os aspectos da existência num universo infinito. Recolhido em uma pequena gruta, no alto da montanha de Hira, passa dias e noites em contemplação e jejum, sem suspeitar o papel que lhe foi destinado por este mesmo Poder e que mudaria, nos anos seguintes, não só o curso da existência de seu povo como de toda a humanidade.

No ano 610 dC, a cidade de Meca desfrutava de relativa importância na península arábica. Por um lado situava-se na rota comercial das caravanas que transportavam mercadorias entre o sul, no Yemen, e o norte, nos centros urbanos então governados pelo império bizantino a noroeste e império persa a nordeste. Tradicionalmente, também era um centro de peregrinação, onde anualmente diversas tribos prestavam homenagem aos seus deuses, ídolos que eram dispostos no templo da Caaba, originalmente construído pelo profeta Abraão (as), como templo de adoração a Allah, o Deus único, Inconcebível e Incomparável. Nesta época na Arábia, como no restante do mundo de então, costumes selvagens e cruéis dominavam o modo de vida das populações. Foi neste contexto que surgiu a revelação do Sagrado Alcorão.

O Profeta Muhammad (saws) estava recolhido na gruta de Hira, imerso em suas devoções quando, inesperadamente aparece o Espírito da Verdade, o anjo Gabriel (as)  e diz ao Profeta (saws): "Leia". O Profeta (saws) responde: "Eu não sei ler". Descrevendo a experiência o Profeta (saws) diz: "Então ele me segurou e apertou com força, depois me libertou e repetiu a ordem: `Leia'. `Eu não posso ler', repeti, e novamente o anjo me apertou até que me senti exausto. Então ele disse: `Leia.' Eu disse `Eu não posso ler.' Ele me pressionou pela terceira vez e disse:

"Leia! Em Nome do seu Senhor, Que criou  (tudo que existe), criou o homem de um coágulo. Leia que seu Senhor é o Mais Generoso. Ensinou através do cálamo. Ensinou ao homem o que este não sabia." (Surata  al'Alac 96:1-5)

O Profeta (saws) repetiu estes versos. Trêmulo retornou a seu lar, e pediu a sua esposa Khadijah: "Cubra-me, cubra-me". Ela o acolheu e descreve que ele ficou horrorizado com o incidente na caverna, uma experiência incomparável até então, levando-o a duvidar da própria sanidade. Novas aparições de Gabriel (as) e a confirmação da mensagem o levaram a compreender a grande missão que lhe havia sido destinada.

Este foi o início da revelação do Sagrado Alcorão. O restante foi revelado num período que se estendeu por 23 anos. O anjo Gabriel (as) aparecia em visões, ou de forma invisível jorrava a mensagem diretamente no coração do Profeta (saws), ou ainda apresentava-se ao Profeta (saws) em forma humana falando com ele diretamente, ou revelava-se como o ribombar de um sino. Esta era a forma mais difícil que levava o Profeta (saws) a suar copiosamente, mesmo nos dias mais frios."

A REVELAÇÃO DO SAGRADO ALCORÃO
Sheikh Muhammad Ragip al-Jerrahi
Artigo publicado na Revista Diálogo, Edições Paulinas, março de 2001


Fonte:http://www.masnavi.org/jerrahi/Artigos___Palestras/_Revelacao_do_Sagrado_Alcorao/_revelacao_do_sagrado_alcorao.html

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