sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Milo Manara no Brasil



Milo Manara no Brasil

Com todo esse agitado final de ano eu quase não tive tempo de comentar a Rio Comicon 2010, que aconteceu em novembro, e a presença do desenhista italiano Milo Manara aqui no Brasil! Bom, sobre o evento, muito já foi falado e não vem ao caso voltar a comentar sobre, porém, meu encontro com Manara eu preciso destacar. Além de um grande fã de suas mulheres, estilo e como artista, não poderia deixar de ir ver e conhecer Manara! Foi fantástico como ele lidou com as pessoas e o carinho que lhe renderam. Não sabia que Manara tinha tantos fãs assim aqui no Brasil.

Após um bom tempo esperando, nosso encontro foi breve mas intenso. Meu italiano não é lá essas coisas mas acredito que deu para ele me entender. Ele sorriu quando leu meu nome e fez um gesto de certeza e lógica. Até agora, fico pensando se ele não me confundiu como um italiano perdido aqui no Brasil (irônico)... não, talvez não... eu também falei em bom português. O fato é que depois de pedir para ele desenhar o Papa Rodrigo Borgia (ao que eu respeitosamente aceitei sua recusa), uma confusão inicial de comunicação (seu intérprete pensou que meu nome fosse "Borgia", o que fez com que Manara achasse graça de tudo aquilo!) e chamá-lo de "Maestro" algumas vezes (o que ele respondeu com gestos de "não é pra tanto!"), Manara é um grande e completo artista e uma pessoa muito simpática e inteligente! Acho que aqui no Brasil subestimamos seu talento artístico. Foi como muitos me ouviram comentar: Manara não é apenas um quadrinista, mas um pintor, desenhista, diretor de arte, cineasta, designer, ou seja; um artista! Não tem jeito mesmo, não é bajulação da minha parte, nem exagero e muito menos tietagem quando falo que a escola italiana de artistas ainda é o grande referencial. A itália é berço dos maiores talentos artísticos e para os Quadrinhos não poderia ser diferente...

Bom, de resto foi tudo ótimo! Sua palestra com a moderação de Chico e Paulo Caruso, seus autógrafos ao qual fui agraciado com o desenho de uma de suas mulheres dizendo: "Ciao, Rafael Menicucci!" no meu livro A Metamorfose de Lúcius da Ed.Meribérica, muitas fotos, vídeos e etc. Deixo aqui pra vocês o registro desse encontro e os parabéns a organização da Rio Comicon por conseguir trazer Milo Manara ao Brasil!



Rafael Menicucci & Milo Manara


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Entrevista de Milo Manara para TV Globo:


Milo Manara

Biografia

Milo Manara, redução do nome original Maurilio Manara (nascido em 13 de Setembro de 1945) é um desenhista italiano mais conhecido pela vertente erótica da sua obra.
Manara nasceu em Luson. Depois de estudar arquitetura e pintura, estreou no mundo dos quadrinhos em 1969 com a obra Genius um conto noir sensual e sombrio na linha de HQ’s como Kriminal e Satanik. Trabalhou para publicações menores (Jolanda, revista de arte soft core, e a revista satírica Telerompo) até ter sido convidado pelo "Il Corriere dei Ragazzi” para trabalhar com escritor Mino Milani. A primeira história dos dois chamava-se "HP e Giuseppe Bergman", de 1983. A sigla "HP" é a abreviação do nome de um grande amigo deles, o artista e caricaturista italiano Hugo Pratt. Bergman havia sido criado por Manara cinco anos antes, para a revista francesa “À Suivre”.
Os quadrinhos de Manara geralmente giram em torno de mulheres elegantes, bonitas expostas a cenários e enredos eróticos improváveis e fantásticos. Em alguns de seus livros mais famosos estão os contos "Il Gioco" (1983, em quatro partes, de "Click!"), sobre um dispositivo que deixava as mulheres incontrolavelmente excitadas, e "Il Profumo dell'invisibile " (de 1986, em Butterscotch), sobre a invenção de uma tinta que deixava seu portador invisível.
Um dos seus trabalhos mais aclamados foi justamente em colaboração com Hugo Pratt, The Ape, para a Heavy Metal revista cult do início dos anos 1980, que reconta a história de Sun Wukong, o deus-macaco da mitologia chinesa - com humor, arte sensual e uma série de críticas políticas.
O estilo de Manara favorece linhas mas simples e limpas para mulheres – que são muito voluptuosas, diga-se de passagem - e reservam traços mais complexos para seus monstros ou outros elementos sobrenaturais. Como o seu compatriota Tinto Brass, tem uma evidente fixação por mulheres com bumbuns firmes e bonitos, quadris largos e semblante angelical.
Muitos de seus quadrinhos contêm temas como bondage, sadismo, e voyeurismo, coisas sobrenaturais, e a tensão sexual sob diversos aspectos da sociedade italiana. Os seus trabalhos são bem esclarecidos e explícitos, mas o humor geral é mais divertido que misogênico. O talento de Manara criou ao longo do tempo um clima de assombro e êxtase, e onde quer que esteja é celebrado e homenageado por fãs, e, devido a muitas de suas incursões aos quadrinhos mais “tradicionais”, também é extremamente reverenciado pela mídia popular ou especializada.
O seu trabalho atingiu o público no continente americano em grande parte por seus trabalhos expostos na revista Heavy Metal. Curiosamente, Manara é menos popular na Itália que na França, onde é considerado um dos quadrinistas mais importantes do mundo.
Em Julho de 2006, Manara desenhou um capacete para Valentino Rossi, feito especialmente para o Grande Prêmio da Itália, em Mugello. Valentino Rossi declarou que “Milo Manara desenhou histórias que se tornaram parte da mitologia da minha vida, seus quadrinhos e alguns dos meus heróis como Steve McQueen, Enzo Ferrari, Jim Morrison, e outros como o meu cão Guido, fora suas muitas e lindas mulheres! Realmente gosto do Milo, e é uma pessoa que irei admirar por muito tempo”.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Milo_Manara
http://www.milomanara.it/

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